O que é cistite? Cistite é a infecção urinária baixa confinada à bexiga. Frequentemente os sintomas são: dor em baixo ventre, dor e ardor para urinar e aumento da frequência urinária com urgência (sensação que está com a bexiga cheia à todo momento, mas ao chegar ao banheiro saem apenas gotas). Bem como mal estar […]

O que é cistite?

Cistite é a infecção urinária baixa confinada à bexiga.

Frequentemente os sintomas são: dor em baixo ventre, dor e ardor para urinar e aumento da frequência urinária com urgência (sensação que está com a bexiga cheia à todo momento, mas ao chegar ao banheiro saem apenas gotas). Bem como mal estar geral, cansaço, calafrios.

Na grande maioria das vezes é infecciosa. Uma bactéria chamada Escherichia coli é a grande responsável pelas cistites, além disso pode ter outros agentes, como vírus (herpes, etc) e fungos (cândida). Ainda sim pode ter causas não infecciosas, bem menos frequentes como exposição a fatores irritantes, irradiação, tumores, urina residual, cirurgias, sondagem da bexiga, corpos estranhos, etc.

A principio ocorre em mulheres, porque a uretra feminina tem apenas 3 cm, distância que a separa do meio externo (vagina). A entrada da uretra sofre atrito, bem como trauma durante o ato sexual. Ao passo que o início dos sintomas ocorre em 24-48 horas após o ato sexual em 75% das pacientes.

É mais frequente quando o ato sexual é traumático ou a lubrificação inadequada, por exemplo, em mulheres na pós menopausa quando existe uma certa atrofia vaginal bem como a diminuição do muco, que ocorre porque os hormônios femininos (estrógenos) estão baixos.

Fatores associados:

a) Demorar para ir ao banheiro

b) Higiene inadequada após evacuação

c) Diminuição das defesas (outras infecções, desnutrição)

d) Bexiga com resíduo urinário (que não se esvazia completamente)

e) Gravidez

f) Pacientes diabéticas

g) Não esvaziar a bexiga após o ato sexual

h) Relação anal e em seguida relação vaginal sem higiene prévia

Com o que pode se confundir a cistite?

Com infecções ginecológicas (vulvites e vaginites), disúria externa, corrimento, prurido, assim como ardor.

Como se faz o diagnóstico?

Primeiramente pela presença de sintomas. Além disso é realizado o exame físico e exame de urina para identificar se houve aumentos de leucócitos. Por fim se faz a cultura com valor, que deve dar um resultado maior ou igual a  100000 colônias / ml.

Como se trata?

Atualmente toma-se essas medidas gerais listadas abaixo:

a) Líquidos 2 litros/dia
b) Esvaziar a bexiga com freqüência
c) Evitar uso de espermicidas e diafragmas vaginais
d) Evitar duchas vaginais

Tratamento específico

Frequentemente é recomendado o uso de antibióticos, ou seja, empírico sem pedir exame de urina nas pacientes saudáveis sintomáticas, sem infecção vaginal associada, com episódio isolado de infecção podendo ser dose única ou três dias.

Acompanhamento

Em primeiro lugar, vale frisar que nestas pacientes citadas anteriormente não se faz necessário nenhum acompanhamento com exames laboratoriais, desde que a mesma permaneça sem sintomas.

Ao passo que em pacientes de risco ou com infecções recorrentes ou complicadas é necessária a investigação prévia ao tratamento com realização de exanes de urina I, cultura e antibiograma.

Por fim, posterior confirmação de cura após 7 dias do término do tratamento com realização de novo exame de urina e cultura.

Como se previne?

a) Tratando infecções genitais (corrimentos) e prolapsos genitais, doenças urológicas
b) Roupas adequadas
c) Higiene adequada
d) Cuidados na relação sexual
e) Não passando muito tempo sem esvaziar a bexiga
f) Evitar duchas vaginais
g) Ingerir líquidos em quantidade adequada +- 2 litros/ dia.

 

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