Septo uterino: malformação congênita dificulta a gravidez

Septo uterino: malformação congênita dificulta a gravidez

Septo uterino é um tipo de alteração do útero que dificulta o desenvolvimento do embrião e aumenta o risco de abortos espontâneos. Decorrente de malformação congênita, essa anomalia se caracteriza por uma parede fibrosa que divide a cavidade uterina ao meio, de modo parcial ou total, limitando o espaço para o crescimento do bebê.

Em geral, o útero septado é assintomático. Por isso, essa malformação uterina costuma ser detectada na fase adulta, como um achado de exame de ultrassonografia. Também pode ser diagnosticado quando existe dificuldade para engravidar, ou após  nascimentos prematuros ou abortamentos recorrentes. O septo uterino pode ou não ser acompanhado de septo vaginal, nestes casos a mulher pode ter dor ou mesmo impossibilidade de manter relações sexuais.

O diagnóstico é realizado pelo ginecologista através de exame ginecológico, ultrassonografia transvaginal, histerossalpingografia, ressonância magnética e videohisteroscopia diagnóstica.

Videohisteroscopia para tratamento

Alguns tipos de malformações uterinas, como o útero septado, podem ser corrigidos com tratamentos cirúrgicos. “A metroplastia histeroscópica é a remoção do septo uterino. Esta estrutura não possui vasos sanguíneos. Quando ocorre a gravidez e o embrião se implanta neste local, não tem nutrição para se desenvolver. Se, por sorte sua implantação ocorrer fora deste local, o embrião terá desenvolvimento normal, mas com grande chance de prematuridade pois a cavidade uterina é dividida ao meio e o bebê terá apenas a metade do espaço para crescer. Além disso, o septo uterino é associado à um colo do útero entreaberto (incompetência istmo cervical), que aumenta a chance do bebê nascer antes, explica a Dra. Ana Maria Morato Gagliardi, ginecologista da Scope. “A remoção do septo uterino é feita por histeroscopia, sem necessidade de corte no abdome. E caso esteja associado ao colo entreaberto, pode ser corrigida por videolaparoscopia”, completa.

A videohisteroscopia cirúrgica é uma técnica minimamente invasiva e está associada a um menor tempo de recuperação e menor risco de infecção. Por meio da introdução do histeroscópio no canal vaginal, o especialista pode visualizar o interior do útero e, com instrumento cirúrgico específico, realizar a ressecção do septo. O procedimento requer anestesia e é realizado em ambiente hospitalar, mas a paciente costuma ter alta no mesmo dia. No pós-operatório, é importante seguir a orientação médica: tomar os medicamentos indicados para prevenir a inflamação do útero, assim como evitar levantar peso, ter relação sexual e praticar exercícios físicos.

A Scope atua no diagnóstico e tratamento de patologias ginecológicas através de técnicas modernas e minimamente invasivas. Entre em contato e agende a sua consulta: (11) 3849-1818 ou visite nosso site.