Para que serve e como é feita a videohisteroscopia cirúrgica

Para que serve e como é feita a videohisteroscopia cirúrgica

Cirurgia já não é mais sinônimo de procedimento complexo, arriscado e de recuperação dolorosa. Desde que a videohisteroscopia e outros métodos minimamente invasivos se consolidaram como alternativas à cirurgia convencional, diversas doenças ginecológicas podem ser operadas de modo mais simples, seguro e sem necessidade de corte no abdômen.

Assim como na modalidade diagnóstica, na videohisteroscopia cirúrgica o acesso ao interior do útero é realizado via canal vaginal, ou seja, dispensa incisões e poupa a paciente de cicatrizes abdominais. O objetivo é terapêutico e voltado para o tratamento de alterações uterinas que foram anteriormente diagnosticadas e causam incômodo à paciente ou comprometem sua saúde e fertilidade. 

“Por meio deste método podemos extrair cirurgicamente miomas submucosos e pólipos, remover aderências uterinas e corrigir anomalias no endométrio”, explica a Dra. Ana Maria Morato Gagliardi, médica da Scope e especialista em ginecologia endoscópica. Além disso, a técnica também serve para retirar DIU “perdido” e para realizar laqueadura tubária.  

Como o procedimento é realizado

A videohisteroscopia é realizada em centro cirúrgico por um ginecologista especializado em endoscopia ginecológica. Requer aplicação de anestesia, que pode ser geral ou local, de acordo com a avaliação médica. A duração do procedimento é variável, pois depende da patologia, da extensão da cirurgia e da experiência do cirurgião.

Com a paciente anestesiada e em posição ginecológica, o médico introduz o histeroscópio, instrumento óptico bastante fino e dotado de microcâmera e emissor de luz, através do canal vaginal. Visualizando as imagens transmitidas em tempo real a um monitor de vídeo, ele realiza a intervenção cirúrgica com mínima agressão às estruturas e tecidos, seguindo protocolos específicos.

Segundo a Dra. Ana Maria, o procedimento não pode ser realizado nas pacientes menstruadas, pois o sangramento atrapalha a visualização. “Também é contraindicado para gestantes e mulheres que apresentam infecção genital, em razão de risco de aborto e de complicação”, afirma. 

Pós-operatório da videohisteroscopia cirúrgica

Entre as vantagens da videohisteroscopia em relação à cirurgia convencional aberta (laparotomia) estão o baixo risco de complicações, o sangramento reduzido e a recuperação mais rápida e confortável. 

De modo geral, após o procedimento a paciente fica em observação por uma hora. Se não apresentar nenhum desconforto, pode ter alta hospitalar no mesmo dia. O retorno às atividades cotidianas deve seguir a orientação médica e depende da complexidade da intervenção. 

Vale lembrar que, independentemente da técnica cirúrgica empregada, o cuidado no pós-operatório e a experiência do cirurgião são fatores determinantes para o alcance do resultado esperado e sucesso do tratamento.  

A Scope atua no diagnóstico e tratamento de patologias ginecológicas através de técnicas modernas e minimamente invasivas. Entre em contato e agende a sua consulta online ou pelo telefone (11) 3849-1818.

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