Sinéquias uterinas: diagnóstico e tratamento por videohisteroscopia

Sinéquias uterinas: diagnóstico e tratamento por videohisteroscopia

O que são Sinéquias uterinas?

Sinéquias uterinas são aderências no endométrio (camada interna do útero). Segundo a Dra. Ana Maria Morato Gagliardi, elas se formam em decorrência de algum trauma, como infecções pélvicas, cirurgias uterinas, cesárias ou curetagem pós-abortamento. “É como se no processo de cicatrização as paredes do útero se unissem, formando espécies de cicatrizes internas”, explica a ginecologista da Scope. 

Essas aderências variam em número e podem estar concentradas ou espalhadas. Podem, também, ser espessas ou finas – sendo que a combinação destas características determina a gravidade da condição.  

A principal complicação é a infertilidade. Isso ocorre porque as aderências, dependendo da localização e extensão, bloqueiam a chegada dos espermatozoides aos óstios tubários e/ou tornam a superfície endometrial irregular, reduzindo a área para a implantação do embrião. Quando a implantação acontece, há risco de complicações obstétricas porque as aderências podem afetar a capacidade de expansão do útero.

Além de dificuldade para engravidar e abortos repetidos, são sintomas associados às sinéquias: redução do fluxo menstrual (hipomenorreia) ou ausência de menstruação (amenorreia).   

Diagnóstico e tratamento

A videohisteroscopia é o procedimento mais apropriado para diagnosticar sinéquias uterinas. O exame, realizado em clínicas especializadas em ginecologia endoscópica como a Scope, consiste na introdução, via canal vaginal, de uma óptica delicada. Medindo cerca de 3 mm de diâmetro, o instrumento fornece imagens magnificadas e em tempo real a um monitor de vídeo, permitindo ao especialista avaliar o canal endocervical, a cavidade uterina, os óstios tubários e o endométrio.

Mas, segundo a Dra. Ana Maria, embora exames como o ultrassom transvaginal e a histerossalpingografia possam identificar sinéquias, só a videohisteroscopia diagnóstica permite determinar o número, a extensão e a espessura de tais adesões. “É um procedimento indolor e bastante acurado, que inclusive nos permite fazer a lise (remoção) de aderências leves durante o próprio exame diagnóstico”, explica. 

No caso de sinéquias severas, com grau avançado de comprometimento de tecidos, o tratamento é feito por videohisteroscopia cirúrgica. Também sem necessidade de corte no abdômen, esta intervenção minimamente invasiva é realizada em ambiente hospitalar e com aplicação de anestesia. 

“O objetivo do tratamento é reestabelecer a anatomia da cavidade uterina e, assim, aumentar as chances de uma gestação natural”, afirma a Dra. Ana Maria. Após a intervenção, que deve ser sempre realizada por profissionais habilitados e experientes, a paciente fica em observação por uma hora e, de modo geral, tem alta hospitalar no mesmo dia. 

Em caso de irregularidades menstruais e dificuldade para engravidar, consulte seu ginecologista. A detecção precoce de problemas uterinos previne complicações e garante melhores resultados aos tratamentos.

A Scope atua no diagnóstico e tratamento de patologias ginecológicas através de técnicas modernas e minimamente invasivas. Entre em contato e agende a sua consulta online ou pelo telefone (11) 3849-1818.

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